Confira outros tópicos da entrevista coletiva de Fábio Carille após Melgar 3 x 3 Vasco
Fábio Carille chamou de resultado amargo o empate por 3 a 3 do Vasco com o Melgar, nesta quarta-feira, no Peru. A equipe chegou a abrir 3 a 1 em Arequipa, mas recuou demais no segundo tempo e sofreu dois gols no fim da partida, na estreia da Sul-Americana. O treinador citou as dificuldades do time com a altitude e disse que, com mais atenção, teria conquistado a vitória fora de casa.
— Fica amargo pelas circunstâncias do jogo. Não conseguimos subir as linhas. Não é desculpa, mas é verdade. Muitos jogadores pedindo oxigênio no intervalo. Da linha defensiva, só o João Victor não pediu. Outros jogadores também sentiram. E começamos a nos desfazer da bola no segundo tempo. Não é desculpa. Dentro dessas circunstâncias, temos que comemorar esse um ponto, mas com um pouco mais de atenção, poderíamos sair com os três daqui.
— Sobre o jogo, tudo que imaginamos. Time que busca muito o jogo pelos lados, muito cruzamento. Nos preparamos para isso, mas não executamos bem essa parte que tinha que ser feita. Os três gols foram por cima. Vamos levantar a cabeça e pensar no Brasileirão daqui para frente.
O Melgar ganhou muito espaço no ataque depois das alterações do Vasco, quando o time perdeu o controle da posse de bola na frente. A equipe de Carille terminou o jogo com três zagueiros e três volantes. Mesmo assim, sofreu o terceiro gol no fim e perdeu a chance de vencer a partida. O técnico foi questionado se as alterações chamaram o adversário, e ele respondeu que a ideia dele não foi bem executada.
— Primeiramente, a gente não chama o adversário. A ideia era colocar bastante jogadores no meio, e ficarmos com a bola, sairmos tocando com a posse de bola. Mas não conseguimos. Roubávamos a bola, o adversário pressionava para no nosso campo, e já perdíamos. Eles continuavam no nosso campo.
— Independente dos jogadores que você coloca no campo, a sua ideia nunca é trazer o adversário. Infelizmente, não funcionou. Mas eu estou muito satisfeito com o elenco. Estou muito satisfeito. Aqui quando a gente ganhar, todos vão ganhar, e quando acontecer alguma coisa de errado, todos vão perder. O meu trabalho é de orientar e de acertar.
O Vasco volta as atenções para o Campeonato Brasileiro depois a estreia na Sul-Americana com empate. A equipe sai de Arequipa, no Peru, e vai direto para São Paulo, onde se preparará para enfrentar o Corinthians, no sábado, às 18h30. O técnico disse que sai chateado pelo resultado, mas que valoriza o ponto conquistado e já vira a chave para o próximo jogo.
— Praticamente não teve preparação (para este jogo). Nós tivemos um jogo muito intenso no domingo, no Brasileiro, uma viagem que também foi desgastante ontem. Fizemos uma movimentação bem leve para que os jogadores tivessem energia para ir para o campo hoje. Esse foi o trabalho. Saio chateado, por esse gosto amargo de não poder levar mais pontos, mas conseguimos um ponto, pensar agora no Corinthians no sábado e depois voltar a pensar na Sul-Americana.
Veja as outras respostas do técnico
Partida na altitude
Quando você vem para uma partida dessa, a gente viu o jogo que eles fizeram contra o Cerro. A gente viu o quanto era difícil jogar aqui, e a gente não chega a imaginar que ia fazer três gols aqui. Fizemos isso, né? Mas, sem dúvida nenhuma, conseguir um empate, por todas as dificuldades do jogo, seria um resultado muito bom. Mas, sem dúvida nenhuma, por todas as circunstâncias do jogo, ficamos chateados.
Calendário
O que eu tenho passado para a imprensa é que é no dia a dia, é sempre pensar no próximo jogo. Senão a gente não vai adotar muita coisa. Não posso pensar no jogo de terça, se tenho um jogo muito importante sábado. Então agora vou focar, sentar com todos os profissionais do departamento médico, de físico e técnico, para a gente tomar a melhor decisão e pensar só no jogo de sábado. Passou o jogo de sábado, voltamos a pensar na Sul-Americana.
Fonte: ge