Deputada estadual mais votada do Rio, Índia Armelau foi 'descoberta' por Eurico Miranda e nadou no Vasco
Terça-feira, 06/10/2026 - 16:39
Amanda Brandão Armelau é o nome de batismo de Índia Armelau (PL), a deputada estadual mais votada do Rio nas eleições deste ano, aos 39 anos. Com a vitória, ela parte para o seu segundo mandato consecutivo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Neste domingo, a candidata à reeleição no legislativo fluminense obteve 248.504 votos contra os 57.582 da eleição passada, em 2022.



A deputada reeleita nasceu em Manaus, no Amazonas e é ex-nadadora profissional. A trajetória como atleta foi iniciada ainda na infância, aos 9 anos. Aos 13, quando participada da competição "Travessia do Negro", então aos 13 anos, foi descoberta pelo ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda, responsável por sua vinda para o Rio.

Encerrou a carreira de atleta em 2008, aos 20 anos, após acumular vários títulos em competições. Depois disso, entrou para a faculdade e formou-se em educação física em 2011. O nome político, ela diz em seu perfil no site da Alerj, carrega desde a infância e remete à sua origem familiar e características físicas.

Também em seu perfil oficial no site da Alerj, a parlamentar se define como defensora da família e dos direitos das pessoas com deficiência, além de trabalhar pelo fomento do esporte e pela melhoria na segurança pública. Ela se declara também contra ideologia de gênero nas escolas, contra a censura e contra cotas raciais

O primeiro mandato foi marcado por um projeto polêmico que estabelecia a obrigatoriedade de instalação de banheiros e vestiários neutros em espaços públicos e privados destinados ao uso coletivo. O texto determinava que esses espaços contassem com ambientes universais voltados a pessoas trans não redesignadas e pessoas não binárias.

Durante a votação, deputados da oposição criticaram o projeto e afirmaram que a medida representava um "retrocesso" por, na avaliação deles, acabar segregando pessoas trans em vez de ampliar a inclusão em ambientes já existentes. O argumento da autora era que seu projeto buscava garantir a privacidade desse público e também proteger as mulheres nos banheiros convencionais.

Também é de sua autoria a Lei 10.260/2023, que criou um programa estadual de defesa pessoal para mulheres vítimas ou ameaçadas de violência doméstica. São atribuídas a ela, ainda, a lei que incluiu policiais penais no Segurança Presente, em parceria com Pedro Brazão, e o Programa Prajás, de assistência jurídica gratuita a agentes de segurança pública, proposto com Rodrigo Amorim.

A deputada estadual foi alvo, no ano passado, de uma investigação pelo Ministério Público por suspeita de rachadinha. Na época, a parlamentar negou as acusações. Ela classificou, na época, as denúncias como mentirosas e afirmou que adotaria medidas judiciais.



Fonte: Extra (texto), Reprodução Internet (foto)